Novos Baianos


Novos Baianos


Os Novos Baianos - Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão – continuam na estrada com sua turnê “Acabou Chorare os Novos Baianos se encontram”. Eles apresentam a turnê mais comentada de 2016, que conta com um repertório marcante, passando por toda a trajetória da banda.

O show emana história nos pequenos e grandes detalhes, todos especialmente pensados e desenvolvidos pelo premiado e elogiado Gringo Cardia. No palco, uma Caravana completamente hippie, saúda o público trazendo os astros da noite. Carro este que relembra o período em que os Novos Baianos moraram dentro de um, por falta de dinheiro. O cenário é completo por decorações coloridas, em meio a baldes pendurados por todo o palco, deixando claro a inspiração na capa do disco mais significativo do grupo, o Acabou o Chorare (1972).

Seja na doce voz de Baby, nos solos de guitarra virtuosos de Pepeu, na batida de pandeiro de Paulinho, na levada de violão característica de Moraes ou quem sabe nos poemas únicos do letrista Luiz Galvão, o público terá uma oportunidade única de conferir um show inédito na cidade.


Créditos: Mila Maluhy


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São raras as bandas que podem dizer que suas músicas atravessam diversas gerações, como os Novos Baianos. O grupo teve seu apogeu nos anos 70, ápice da ditadura militar e de um cenário de repressão e censura. Como em um trecho da música “Anos 70” que leva o nome do período, não à toa, uma das canções de maior sucesso e um verdadeiro hino da época, apesar das dificuldades enfrentadas, eles acabaram “deixando marcas na imagem e no som”. De lá pra cá, sucessivas gerações de artistas e fãs seguem ouvindo e sendo influenciadas pela modernidade presente em hits como "O Samba da Minha Terra", "Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta” e “A Menina Dança”, todos essas e tantas outras presentes no repertório da turnê.

Seus trabalhos são atuais em todos os tipos de análises possíveis, soam contemporâneos musical e historicamente. Em virtude disso, em 2007, a edição brasileira da Revista Rolling Stone convocou estudiosos, produtores e jornalistas para eleger os maiores discos da nossa música em todos os tempos. “Acabou Chorare” foi eleito o melhor.

É interessante como a contemporaniedade da arte os torna atemporais. Os “novos” Novos Baianos permanecem tão joviais quanto aqueles amigos que, inspirados no movimento Tropicália dos anos 60, se levantaram diante das injustiças e usaram suas músicas como maneira de se expressar. Talvez o destino tenha feito tudo isso pensado: o começo, o conceito, o hiato e a volta. O mesmo destino que Moraes sabiamente analisou em carta aberta aos fãs:

“O destino fez seus planos, os laços das ideias e dos ideais nos fizeram irmãos. Somos um todo, a soma das partes, no oficio das artes. Por mais que a vida nos leve por caminhos diversos, o tempo se incumbe de promover encontros e reencontros. É bom que assim seja, pois quando acontece, é de forma intensa e verdadeira. Podemos então matar a saudade de uns e a curiosidade de outros”.

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